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MEC lidera ranking dos ministérios que mais investiram em 2012

No ano passado, pela primeira vez na história, o Ministério da Educação (MEC) foi o órgão federal que mais investiu recursos, alcançando a marca de R$ 8,28 bilhões entre janeiro e outubro, de acordo com estudo sobre execução orçamentária publicado pelo jornal paulista Valor Econômico em 3 de janeiro. O resultado, em termos correntes, representou uma elevação de R$ 2,98 bilhões em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foram aportados R$ 5,3 bilhões, afirma a reportagem "Com foco em ensino básico, MEC é líder em investimentos federais em 2012".

Recursos para ensino superior aumentaram no período 10%, de R$ 1,57 bilhão para R$ 1,73 bilhão Segundo o jornal, o levantamento feito pelo economista Mansueto Almeida, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), revela que o principal motivo do bom desempenho da pasta foi o investimento em ensino básico e educação infantil, com destaque para as transferências voluntárias aos Estados e municípios.

Enquanto os recursos para ensino superior aumentaram no período 10%, de R$ 1,57 bilhão para R$ 1,73 bilhão, os aportes em educação infantil registraram alta de quase 300%, crescendo de R$ 256,6 milhões para cerca de R$ 1 bilhão. "No mesmo período, as transferências federativas do MEC tiveram expansão nominal próxima de 50%, de R$ 1,34 bilhão para R$ 2 bilhões", destaca a reportagem assinada por Luciano Máximo.

Estratégia bem-sucedida

Em entrevista ao Valor, o ministro Aloizio Mercadante (MEC) declarou que considera o desempenho positivo de sua pasta como uma consequência da estratégia de estímulo às compras governamentais em conjunto com a rapidez na gestão das licitações e na aplicação de recursos. "O governo fez uma ação de política anticíclica na área de compras de equipamentos para ajudar a enfrentar a crise internacional e reativar a demanda", explicou Mercadante. "Isso vale para todos os ministérios, mas temos mais agilidade porque estamos totalmente informatizados, o pregão eletrônico é rápido, com produtos padronizados e grande escala."

 

(Fonte: Revista Ensino Superior - Unicamp)