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Crise econômica mudou a relação entre Brasil e UE, diz pesquisadora da FGV

A crise que afetou os países da Europa não trouxe consequências apenas econômicas. As parcerias estratégicas e os acordos com nações emergentes também sofreram impactos significativos, porém não necessariamente negativos. O Brasil integra este processo, mas por outro lado projeta-se como uma nova força, como avalia a professora da Escola de Ciências Sociais (CPDOC) e coordenadora do Centro de Relações Internacionais da Fundação Getulio Vargas (FGV), Elena Lazarou.

Para a pesquisadora, desde que estabeleceram uma parceria estratégica durante a 1ª Cúpula Brasil-UE, em 2007, foi possível verificar que o Brasil ganhou densidade no cenário internacional. Além de se fortalecer econômica e socialmente, o País se sentiu mais seguro em sua atuação e foi recebido como potência. “A UE por sua vez sofreu uma mudança de identidade que a levou a repensar seu papel como ator global. Além disso, ela sofreu pressão para se abrir de forma mais sincera para os países emergentes”, conta.

Um exemplo desta configuração pode ser observado quando lançamos um olhar para o passado. A pesquisadora lembra que nos anos 70 o Brasil vislumbrava a parceria hoje conquistada, como é narrado no livro de memórias do ex-ministro das Relações Exteriores, Azeredo da Silveira. “A partir de 2007 este objetivo foi alcançado e novas metas surgiram. O Brasil agora já é parceiro e começa também a fazer suas exigências nesta agenda bilateral”, explica.

As declarações conjuntas, assinadas durantes as cúpulas, mostram também que a crise fez com que UE ficasse mais flexível. “Gradualmente há a inclusão da agenda brasileira. Antes as declarações refletiam mais os objetivos da UE, mas a última, divulgada na 6º Cúpula, houve maior participação do Brasil, por exemplo na formulação de discurso das ações em relação à Segurança Internacional”, cita.

Como parte deste contexto, Elena Lazarou destaca o forte discurso da presidente Dilma Rousseff em relação à forma como a UE deveria atuar durante a crise. Dilma, assim como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enfatizou que a solução para o problema não poderia passar por medidas que afetassem especialmente as classes mais baixas. Ambos falaram da importância de proteger o lado social e criticaram a possibilidade da adoção de medidas mais austeras.

Dia da Europa

O Centro de Relações Internacionais da FGV, sediado no CPDOC, em parceria com a Fundação Konrad Adenauer e do Colégio de Defesa da OTAN, anuncia a 2 ª Conferência do Dia da Europa: Uma Europa Segura num Mundo Multipolar .

Este evento é organizado pela FGV, Rio de Janeiro, e será composto de painéis com especialistas de destaque do Brasil, América do Norte e Europa, que irão discutir sobre a integração europeia no contexto do ambiente internacional em mudança.A conferência será realizada em Inglês, sem serviços de tradução disponíveis.

Para mais informações sobre o evento acesse os links:

http://www.ri.fgv.br/eventos/2013-school-european-union

http://www.ri.fgv.br/eventos/2nd-europe-day-conference

http://www.ri.fgv.br/eventos/2nd-workshop-european-union-research

 

(Fonte: Assessoria de Comunicação do IBE)