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Não há soluções isoladas para problemas globais, afirma embaixadora da UE no Brasil

A embaixadora da União Europeia no Brasil, Ana Paula Zacarias, defendeu durante palestra na Universidade Federal de Goiás (UFG) na última sexta-feira (7 de junho) a integração dos países como forma de enfrentar os atuais desafios sociais e econômicos gerados pela crise mundial. “Não há soluções isoladas, porque os problemas são globais”, disse.

Com o apoio do Instituto de Estudos Brasil Europa (IBE), a embaixadora discutiu o tema União Europeia e Brasil – Parceiros Estratégicos no Enfrentamento dos Desafios Globais ao lado do reitor da UFG, Edward Madureira, do pró-reitor de Extensão e Cultura, Anselmo Pessoa, e da coordenadora de Assuntos Internacionais, Ofir Bergemann.

A estudantes e professores da UFG, Ana Paula Zacarias narrou a trajetória que levou à consolidação da União Europeia como importante bloco econômico e destacou a sua contribuição para sedimentar a paz no continente. “Pela primeira vez em 60 anos há paz na Europa. Isso foi reconhecido no ano passado, quando a União Europeia recebeu o Prêmio Nobel da Paz”, lembrou.

A embaixadora acredita que o nível de integração entre os países membros é muito grande e benéfico, e por isso é pouco provável que algum deles deixe o bloco por conta de crise. Mas ela vê com reservas também a entrada de novos países, já que dificultaria a tomada de decisões. “Hoje são 27 países para decidir o que fazer. Isso não é fácil. Criticaram a demora na resposta à crise, mas o templo da democracia é amplo”, frisa.

Integração acadêmica

A criação de programas de mobilidade como o Erasmus Mundus foi defendida pela embaixadora como primordial para fortalecer os laços entre a Europa e os diversos países do mundo, inclusive o Brasil. O Erasmus Mundus é um programa de cooperação e mobilidade no âmbito do ensino superior. Além do intercâmbio em nível acadêmico, que resulta na troca de conhecimentos e novas pesquisas, o programa também favorece a interação entre as pessoas. Neste sentido, ela elogiou o programa brasileiro Ciências Sem Fronteiras que, no mesmo molde, tem conseguido resultados semelhantes para o Brasil.

Em sua fala, a coordenadora de Assuntos Internacionais da UFG lembrou que a instituição tem uma parceria já forte com a Europa, que é o destino preferido da maioria dos estudantes que planeja estudar um tempo fora do Brasil. “As parcerias com a Europa continuam privilegiadas”, disse.

O pró-reitor Anselmo Pessoa por sua vez lembrou que a preocupação da União Europeia com a circulação de pessoas foi um avanço importante e necessário para garantir a paz. Porém, no campo acadêmico, segundo ele, há ainda uma dificuldade no que se refere ao reconhecimento de títulos universitários, e este é um dos desafios que é preciso encarar. “Essa é uma preocupação grande para o Brasil”, frisou.

Ao comentar a questão da internacionalização, o reitor da UFG, Edward Madureira, disse que tem buscado diversificar as relações com o mundo e novas parcerias frutíferas, como o IBE. Além da preocupação com a mobilidade de estudantes e docentes, a UFG procura também, segundo o reitor, cooperações no campo da pesquisa que sejam duradouras.

 

(Fonte: Assessoria de Comunicação do IBE)